Mochilando pelo Centro-Oeste do Brasil
Amanhã é o grande dia. Estou indo para Porto Velho (de avião) onde irei receber minha moto que está à caminho, pelo Rio Madeira. Infelizmente tamanha logística foi necessária porque a única conexão que Manaus tem com o resto do Brasil (exceto Roraima) é por barco ou avião.
Da capital rondoniense, eu e o Milton partiremos em duas motocicletas Honda Shadow rumo à Belo Horizonte, minha terra natal. Espero chegar em casa antes do carnaval e cumprir algo como 6.000 Km neste trajeto. O roteiro previsto pode ser visto a seguir:
Desta vez, mais experiente como motociclista e mochileiro, vou levar coisas extras que me fizeram falta na última viagem:
- Calça, luvas e botas impermeáveis – e não ficar com a virilha, mãos e pés ferrados após a viagem por algumas semanas.
- Modem 3G e um netbook sucateado – e não depender de Cyber Café para atualizar o blog.
- Celular com GPS – e achar mais facilmente os albergues, casa de amigos, etc. Prometo um post dando o feedback do Nokia/Ovi Maps.
Já que estou fazendo listas, segue também os três possíveis pontos altos da viagem, segundo minhas expectativas:
- Bonito/MS – Gosto de ecoturismo, mergulhar pelas cavernas deste lugar parece ser bacana.
- Brasília/DF – Além de rever alguns amigos, vou ter oportunidade de conhecer a cidade que só conheço olhando do céu, nas diversas escalas que fiz por lá. Meu fascínio por Brasília começou quando li o livro Porque Construí Brasília, do JK.
- Uberaba/MG – Já em solo mineiro, vou encontrar com um grupo de amigos motociclistas de Pará de Minas/MG que vão me escoltar até a casa de meus pais.
Como na última viagem que fizemos pelo litoral do Brasil, vamos relatar a viagem no blog RockPesado (Pé na Bunda, Pé na Estrada).
E para finalizar, fica uma sugestão de música que é a cara desta viagem: Caminhos me Levem do Almir Sater.
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Resolvendo o problema do ć corretamente
Uma nova instalação de uma distro Linux em inglês e o velho problema do “cê acentuado” no lugar do “cê cedilha” (ou “cê cedilhado”, como preferir). Já vi diversas soluções paliativas para este problema:
- Adicionar o “Character Pallete” no painel do Gnome e clicar no ç sempre quando quiser inserir o mesmo.
- Copiar e colar o ç de algum texto qualquer.
- Instalar um corretor ortográfico e usá-lo sempre que digitar uma palavra com ç.
- Alterar configurações dos módulos Input Method do GTK (gtk.immodules).
As três primeiras “técnicas” dispensam comentários. A quarta é um hack que resolve o problema apenas para aplicações que usam GTK, como o Gnome. O sujeito acaba recorrendo às soluções toscas apresentadas (ou alguma variação ainda mais criativa) quando for usar programas feitos em Qt, como por exemplo o Skype.
O famigerado ć é o preço de se instalar uma distro em inglês com um teclado intl. É como dizer ao instalador do sistema que você quer seu desktop todo em inglês mas vai escrever em português, algo no mínimo incomum. A solução é dizer que ao ambiente em qual idioma você quer escrever.
No Ubuntu, instale o pacote de suporte a escrita em português:
sudo apt-get install language-support-writing-pt
Edite o arquivo de definições do ambiente:
sudo vim /etc/environment
Adicione a linha abaixo:
LC_CTYPE="pt_BR.UTF-8"
Feche o X e logue novamente. Caso não funcione, ultilize o comando locale para certificar-se que a variável LC_CTYPE foi alterada. É bem provável que esta dica possa ser adaptada para qualquer outra distro que apresente o mesmo problema.
[Atualização 18/11/09]: Vejo que o hack mais popular, pelos comentários e pelo feedback de colegas de trabalho é o “Alt + ,“. Considero melhor que todos os outros que citei, mas ainda fico com a solução definitiva/correta.
Em: linux, nerd, pt_br · Com as tags: hack, howto, ubuntu
Acer Aspire One 751h 11.6″
Adquiri recentemente um netbook Acer Aspire One 751h. As especificações dele são muito boas e o preço praticado em Manaus é bem atrativo. Quando comprei estava sendo vendido por R$ 990,00 o modelo de 250 GB de disco rígido e 2 GB de memória RAM na PCI Informática.
Prós:
- Tela de 11.6″ com uma imagem de boa qualidade. A resolução widescreen máxima suportada é 1366×768. 11366×768366×768é
- Teclado QWERTY americano tamanho padrão. Fiz uma comparação com um teclado de um desktop da Dell e incrivelmente tem a mesma distância de Q à P, apesar de não aparentar. Achei digitar nele tão bom quanto no notebook de 15″ que uso no trabalho.
- Boa sensibilidade a luz da câmera VGA integrada.
Contras:
- Os modelos aqui vendidos não têm Bluetooth integrado, o que foi resolvido com um nano dongle, destes genéricos que se compra por R$ 5,00 no DealExtreme.
- Também não achei o modelo com o processador de 1.66 GHz nesta configuração. Só tinha com o Atom Z520 que é de 1.33 GHz. Até o momento o desempenho está satisfatório, mas nem vou arriscar fazer um build do Qt.
- Para quem usa Windows, vêm com o Vista cujo o desempenho é terrível, como pude constatar no pouco tempo em que fiquei com ele instalado. O mesmo já foi devidamente substituído pelo Ubuntu Karmic. Tentei usar o port LPIA (Low Power on Intel Archtecture, ou seja, otimizado para o processador Atom) mas estava muito instável. Nem o instalador funcionava direito, então me irritei e fui de i386 mesmo.
- Para quem usa Linux, a placa de vídeo Intel GMA500 (codenome poulsbo) é um problema. Trata-se de uma placa cujo o desenvolvimento foi terceirizado. A Intel teima em não prover o suporte adequado aos usuários da placa, mesmo sendo dela a responsabilidade sobre o produto. O drivers proprietários para Linux não utilizam todo o potencial do hardware, mas não há alternativa livre com desempenho equiparável. Sem este driver, não funcionou a saída VGA e não consegui a resolução máxima.
Outros:
[1] Mais detalhes sobre porque evitar uma Intel GMA500. Meu feedback geral do netbook é positivo, mas o futuro dos drivers de vídeo é preocupante.
[2] Instalar o driver proprietário no Karmic foi relativamente fácil. Bastou seguir esta sugestão que li no bugtracking do Ubuntu.
[3] Já existe um upgrade para a BIOS datado de 05/10/2009. Não atualizei porque a Acer não divulgou o “release notes”. Fiquei com medo de mexer em time que está ganhando.
[Atualização 14/11/09]: O futuro dos drivers para Linux passou do estado preocupante para animador. Agradeço ao Adenilson por me dar esperanças de jogar um Counter Strike no meu netbook.

