Ovi Maps 3
Recentemente fiz uma viagem de moto partindo de Porto Velho – RO com destino a Belo Horizonte – MG. Durante a viagem, usei extensivamente meu celular Nokia N85, principalmente o GPS embutido do mesmo. Resolvi escrever sobre a aplicação de maps, porque muita gente potencialmente tem acesso a ela (já tem o celular com GPS embutido) e não se deu conta de quão útil é.
Instalar a aplicação no celular é um parto, o que pode ser o motivo de tanta gente não dar a mínima para os mapinhas. O N85 vem com a versão 2.X que é bem inferior e para atualizar, foi necessário fazer uma série de downloads de lugares diversos. Um amigo com um N95 mais antigo chegou a ter que atualizar o firmware do celular por causa de um erro de certificado ao instalar a nova versão do Ovi Maps.
- Nokia PC Suite (instala drivers para reconhecer o celular, Windows apenas)
- Nokia Maps Updater (atualiza a versão do seu Nokia Maps)
- Nokia Maps Loader (atualiza/baixa os mapas e vozes para navegação offline)
- Nokia Software Updater (caso seja necessário atualizar o firmware)
Após tudo instalado e funcionando, uma bela surpresa. O meu celular veio com uma licença de navegação por voz gratuita de 180 dias. Sem esta licença, o programa serve apenas para localização e perde sua principal função.
A Nokia liberou gratuitamente a navegação por voz para os modelos mais novos de celular e há rumores que vai fazer o mesmo para os mais antigos. Até lá, no caso de comprar a navegação para a América Latina, os preços são R$25,99 / ano ou R$7,69 / mês. Você compra pelo próprio celular usando um cartão de crédito. O mais engraçado é que semana passada, estava custando ~R$140,00. Considero o preço atual bastante atrativo.
Atenção: A licença é atrelada ao SIM Card, portanto não invente de ficar trocando de chip a todo momento e usando o Ovi Maps. Use sempre com o mesmo chip para não perder a licença (como aconteceu comigo).
Durante minha viagem, testei o software em diversas cidades – pequenas e grandes – com sucesso. Os mapas estão atualizados e o GPS é bem preciso. A única cidade que não funcionou tão bem foi Brasília, que devido ao confuso sintema de nomenclatura de ruas, é difícil localizar um endereço sem ser pelo CEP.
Como estava de moto, utilizei um fone de ouvido e escutava apenas a mulher falando (em bom e claro português do Brasil), para virar à esquerda, retornar, etc. Já depois, de carro em Belo Horizonte, podendo olhar para o celular, se mostrou ainda mais eficaz.
Dicas:
- Pareie o GPS com o veículo parado, costuma ser mais rápido.
- Salve os pontos de interesse previamente. Serve também para se ter uma noção rápida da distância linear até o ponto. Exemplo: Qual restaurante vou? Na lista de pontos salvos, vai aparecer ordenado por proximidade ao lado distância linear até cada item.
- Use senha de acesso ao celular. Sem ela, em caso de roubo, o ladrão poderá ver nos pontos de interesse salvos algo como: “Casa” ou “Trabalho”.
- Compre um suporte Ching Ling™, facilmente encontrado no seu muambeiro predileto.
- Ande sempre com o carregador de bateria veicular.
- Para quem tem apenas Linux instalado, dá para fazer todo o processo pelo Windows via VirtualBox. Só não consegui (e não recomendo) atualizar o firmware. Achei inclusive que tinha “brickado” o celular.

Suporte chinês: vintão
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Edimax 3G-6200Wg
Faz um tempo que estou usando uma conexão 3G da Claro, que tem funcionado incrivelmente bem, inclusive na zona rural. O inconveniente disso é que quando o modem está em casa (95% do tempo), todo mundo quer pegar uma carona.
Inicialmente compartilhava ligando meu notebook a um roteador wireless convencional, fazendo o papel do “provedor”. O ruim disso é que toda hora que alguém quer usar a internet, tenho que fazer o setup deste ambiente manualmente.
Pesquisando sobre os roteadores wireless com suporte a compartilhamento de internet 3G disponíveis no mercado brasileiro, concluí o seguinte:
- São bem mais caros que os convencionais, à partir de R$ 450,00 em média.
- Nenhum vem com o modem embutido. Você deve ter um modem 3G para espetar na entrada USB do roteador.
- Os roteadores suportam um número limitado de modelos e marcas de modem 3G.
Lendo reviews estrangeiras, analisando preços e contanto com a sorte, resolvi comprar o Edimax 3G-6200Wg, que na época saiu por R$ 340,00 (Sedex incluso).

Edimax 3G-6200Wg
Após 3 meses de uso, seguem minhas impressões positivas e negativas a respeito deste hardware:
- Preço abaixo da média de mercado, o que costuma ser o principal diferencial.
- Duas entradas USB, sendo que uma para o modem 3G e outra para impressora. Testei o servidor de impressão com uma HP Deskjet 3535 e funcionou beleza.
- Suporta boa parte dos modems vendidos no Brasil. Para uma lista completa, acesse o site da Edimax. Se seu modem está na lista, mas não funciona, provável que você tenha que atualizar o firmware.
- Failover – se você tiver duas conexões (3G e ADSL), você define qual é a primária e se ela cair, ele alterna automaticamente para a secundária. Não testei este recurso mas li relatos que funciona bem.
- A interface de configuração é meio feia (e não suporta HTTPS), mas tem todos os recursos oferecidos pelos principais roteadores do mercado, como QoS, MAC Filter, Port Fowarding, etc.
- Achei o alcance do sinal fraco, quando comparado ao Linksys WRT54G (que tem duas antenas).
- Estou tendo que reiniciar o roteador quinzenalmente para restabelecer a conexão com a Internet. Não posso dizer com certeza se o problema é nele ou no modem.
Comprei o meu na BrTek, que me entregou na porta de casa dois dias após a confirmação do pagamento. Minha avaliação final é positiva, meu roteador tem resolvido o problema até então.
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Mochilando pelo Centro-Oeste do Brasil
Amanhã é o grande dia. Estou indo para Porto Velho (de avião) onde irei receber minha moto que está à caminho, pelo Rio Madeira. Infelizmente tamanha logística foi necessária porque a única conexão que Manaus tem com o resto do Brasil (exceto Roraima) é por barco ou avião.
Da capital rondoniense, eu e o Milton partiremos em duas motocicletas Honda Shadow rumo à Belo Horizonte, minha terra natal. Espero chegar em casa antes do carnaval e cumprir algo como 6.000 Km neste trajeto. O roteiro previsto pode ser visto a seguir:
Desta vez, mais experiente como motociclista e mochileiro, vou levar coisas extras que me fizeram falta na última viagem:
- Calça, luvas e botas impermeáveis – e não ficar com a virilha, mãos e pés ferrados após a viagem por algumas semanas.
- Modem 3G e um netbook sucateado – e não depender de Cyber Café para atualizar o blog.
- Celular com GPS – e achar mais facilmente os albergues, casa de amigos, etc. Prometo um post dando o feedback do Nokia/Ovi Maps.
Já que estou fazendo listas, segue também os três possíveis pontos altos da viagem, segundo minhas expectativas:
- Bonito/MS – Gosto de ecoturismo, mergulhar pelas cavernas deste lugar parece ser bacana.
- Brasília/DF – Além de rever alguns amigos, vou ter oportunidade de conhecer a cidade que só conheço olhando do céu, nas diversas escalas que fiz por lá. Meu fascínio por Brasília começou quando li o livro Porque Construí Brasília, do JK.
- Uberaba/MG – Já em solo mineiro, vou encontrar com um grupo de amigos motociclistas de Pará de Minas/MG que vão me escoltar até a casa de meus pais.
Como na última viagem que fizemos pelo litoral do Brasil, vamos relatar a viagem no blog RockPesado (Pé na Bunda, Pé na Estrada).
E para finalizar, fica uma sugestão de música que é a cara desta viagem: Caminhos me Levem do Almir Sater.
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