Resolvendo o problema do ć corretamente
Uma nova instalação de uma distro Linux em inglês e o velho problema do “cê acentuado” no lugar do “cê cedilha” (ou “cê cedilhado”, como preferir). Já vi diversas soluções paliativas para este problema:
- Adicionar o “Character Pallete” no painel do Gnome e clicar no ç sempre quando quiser inserir o mesmo.
- Copiar e colar o ç de algum texto qualquer.
- Instalar um corretor ortográfico e usá-lo sempre que digitar uma palavra com ç.
- Alterar configurações dos módulos Input Method do GTK (gtk.immodules).
As três primeiras “técnicas” dispensam comentários. A quarta é um hack que resolve o problema apenas para aplicações que usam GTK, como o Gnome. O sujeito acaba recorrendo às soluções toscas apresentadas (ou alguma variação ainda mais criativa) quando for usar programas feitos em Qt, como por exemplo o Skype.
O famigerado ć é o preço de se instalar uma distro em inglês com um teclado intl. É como dizer ao instalador do sistema que você quer seu desktop todo em inglês mas vai escrever em português, algo no mínimo incomum. A solução é dizer que ao ambiente em qual idioma você quer escrever.
No Ubuntu, instale o pacote de suporte a escrita em português:
sudo apt-get install language-support-writing-pt
Edite o arquivo de definições do ambiente:
sudo vim /etc/environment
Adicione a linha abaixo:
LC_CTYPE="pt_BR.UTF-8"
Feche o X e logue novamente. Caso não funcione, ultilize o comando locale para certificar-se que a variável LC_CTYPE foi alterada. É bem provável que esta dica possa ser adaptada para qualquer outra distro que apresente o mesmo problema.
[Atualização 18/11/09]: Vejo que o hack mais popular, pelos comentários e pelo feedback de colegas de trabalho é o “Alt + ,“. Considero melhor que todos os outros que citei, mas ainda fico com a solução definitiva/correta.
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Acer Aspire One 751h 11.6″
Adquiri recentemente um netbook Acer Aspire One 751h. As especificações dele são muito boas e o preço praticado em Manaus é bem atrativo. Quando comprei estava sendo vendido por R$ 990,00 o modelo de 250 GB de disco rígido e 2 GB de memória RAM na PCI Informática.
Prós:
- Tela de 11.6″ com uma imagem de boa qualidade. A resolução widescreen máxima suportada é 1366×768. 11366×768366×768é
- Teclado QWERTY americano tamanho padrão. Fiz uma comparação com um teclado de um desktop da Dell e incrivelmente tem a mesma distância de Q à P, apesar de não aparentar. Achei digitar nele tão bom quanto no notebook de 15″ que uso no trabalho.
- Boa sensibilidade a luz da câmera VGA integrada.
Contras:
- Os modelos aqui vendidos não têm Bluetooth integrado, o que foi resolvido com um nano dongle, destes genéricos que se compra por R$ 5,00 no DealExtreme.
- Também não achei o modelo com o processador de 1.66 GHz nesta configuração. Só tinha com o Atom Z520 que é de 1.33 GHz. Até o momento o desempenho está satisfatório, mas nem vou arriscar fazer um build do Qt.
- Para quem usa Windows, vêm com o Vista cujo o desempenho é terrível, como pude constatar no pouco tempo em que fiquei com ele instalado. O mesmo já foi devidamente substituído pelo Ubuntu Karmic. Tentei usar o port LPIA (Low Power on Intel Archtecture, ou seja, otimizado para o processador Atom) mas estava muito instável. Nem o instalador funcionava direito, então me irritei e fui de i386 mesmo.
- Para quem usa Linux, a placa de vídeo Intel GMA500 (codenome poulsbo) é um problema. Trata-se de uma placa cujo o desenvolvimento foi terceirizado. A Intel teima em não prover o suporte adequado aos usuários da placa, mesmo sendo dela a responsabilidade sobre o produto. O drivers proprietários para Linux não utilizam todo o potencial do hardware, mas não há alternativa livre com desempenho equiparável. Sem este driver, não funcionou a saída VGA e não consegui a resolução máxima.
Outros:
[1] Mais detalhes sobre porque evitar uma Intel GMA500. Meu feedback geral do netbook é positivo, mas o futuro dos drivers de vídeo é preocupante.
[2] Instalar o driver proprietário no Karmic foi relativamente fácil. Bastou seguir esta sugestão que li no bugtracking do Ubuntu.
[3] Já existe um upgrade para a BIOS datado de 05/10/2009. Não atualizei porque a Acer não divulgou o “release notes”. Fiquei com medo de mexer em time que está ganhando.
[Atualização 14/11/09]: O futuro dos drivers para Linux passou do estado preocupante para animador. Agradeço ao Adenilson por me dar esperanças de jogar um Counter Strike no meu netbook.
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Internet em Manaus – FAIL
Chega ao fim minha busca por uma conexão banda-larga à Internet em Manaus. Minha última tentativa foi com a Oi/Telemar e seu serviço Velox. Venda casada é complicado… a única forma de se ter o serviço Velox é contratando o Oi Fixo. Dada a falta de opções, tive que me conformar esta absurda condição.
Instalado o telefone fixo, liguei para a operadora para pedir minha conexão de até 300 kbps por R$ 219,90 / mês. Descobri que minha região é tecnicamente atendida pelo sistema mas não há disponibilidade para novas instalações. Só é possível saber disso após instalar o Oi Fixo. Joguei dinheiro fora.
Logo em seguida, desapontado, liguei novamente para a Oi/Telemar para cancelar minha linha e ainda fui obrigado a escutar uma oferta de Internet Dial-Up, o que soou como um insulto final. Esta foi minha última tentativa de ter uma conexão com a Internet (mesmo que a ridículos 300 kbps e 500ms de latência no melhor caso) em casa. Passei por Vivax, Net, Vivo, Jet e por fim, a Oi.
Estes são alguns problemas conseqüentes da minha falta de conexão residencial:
- Torna mais difícil a comunicação com meus familiares e amigos, uma vez que uso Skype para tal finalidade.
- Os “pet projects” que estava brincando ficam comprometidos.
- Blogs e sites que escrevo também.
- Meu PS3 fica sub-utilizado e já penso que não vale o que paguei.
- Tenho que ler emails pessoais no trabalho (de fato já faço isso com certa moderação, mas não tem como ficar vendo vídeos, feeds, pr0n, etc).
- Fico alienado porque não sobra mais tempo de ver revistas e jornais que normalmente leio. Me resta ver o Jornal da Globo.
- E por fim, fico frustrado, porque vejo que o povo manauara ainda está longe de se incluir digitalmente. A falta de acesso a informação isenta, ajuda em parte a eleger coronéis como Amazonino Mendes, o atual prefeito.
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