Edimax 3G-6200Wg
Faz um tempo que estou usando uma conexão 3G da Claro, que tem funcionado incrivelmente bem, inclusive na zona rural. O inconveniente disso é que quando o modem está em casa (95% do tempo), todo mundo quer pegar uma carona.
Inicialmente compartilhava ligando meu notebook a um roteador wireless convencional, fazendo o papel do “provedor”. O ruim disso é que toda hora que alguém quer usar a internet, tenho que fazer o setup deste ambiente manualmente.
Pesquisando sobre os roteadores wireless com suporte a compartilhamento de internet 3G disponíveis no mercado brasileiro, concluí o seguinte:
- São bem mais caros que os convencionais, à partir de R$ 450,00 em média.
- Nenhum vem com o modem embutido. Você deve ter um modem 3G para espetar na entrada USB do roteador.
- Os roteadores suportam um número limitado de modelos e marcas de modem 3G.
Lendo reviews estrangeiras, analisando preços e contanto com a sorte, resolvi comprar o Edimax 3G-6200Wg, que na época saiu por R$ 340,00 (Sedex incluso).

Edimax 3G-6200Wg
Após 3 meses de uso, seguem minhas impressões positivas e negativas a respeito deste hardware:
- Preço abaixo da média de mercado, o que costuma ser o principal diferencial.
- Duas entradas USB, sendo que uma para o modem 3G e outra para impressora. Testei o servidor de impressão com uma HP Deskjet 3535 e funcionou beleza.
- Suporta boa parte dos modems vendidos no Brasil. Para uma lista completa, acesse o site da Edimax. Se seu modem está na lista, mas não funciona, provável que você tenha que atualizar o firmware.
- Failover – se você tiver duas conexões (3G e ADSL), você define qual é a primária e se ela cair, ele alterna automaticamente para a secundária. Não testei este recurso mas li relatos que funciona bem.
- A interface de configuração é meio feia (e não suporta HTTPS), mas tem todos os recursos oferecidos pelos principais roteadores do mercado, como QoS, MAC Filter, Port Fowarding, etc.
- Achei o alcance do sinal fraco, quando comparado ao Linksys WRT54G (que tem duas antenas).
- Estou tendo que reiniciar o roteador quinzenalmente para restabelecer a conexão com a Internet. Não posso dizer com certeza se o problema é nele ou no modem.
Comprei o meu na BrTek, que me entregou na porta de casa dois dias após a confirmação do pagamento. Minha avaliação final é positiva, meu roteador tem resolvido o problema até então.
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Mochilando pelo Centro-Oeste do Brasil
Amanhã é o grande dia. Estou indo para Porto Velho (de avião) onde irei receber minha moto que está à caminho, pelo Rio Madeira. Infelizmente tamanha logística foi necessária porque a única conexão que Manaus tem com o resto do Brasil (exceto Roraima) é por barco ou avião.
Da capital rondoniense, eu e o Milton partiremos em duas motocicletas Honda Shadow rumo à Belo Horizonte, minha terra natal. Espero chegar em casa antes do carnaval e cumprir algo como 6.000 Km neste trajeto. O roteiro previsto pode ser visto a seguir:
Desta vez, mais experiente como motociclista e mochileiro, vou levar coisas extras que me fizeram falta na última viagem:
- Calça, luvas e botas impermeáveis – e não ficar com a virilha, mãos e pés ferrados após a viagem por algumas semanas.
- Modem 3G e um netbook sucateado – e não depender de Cyber Café para atualizar o blog.
- Celular com GPS – e achar mais facilmente os albergues, casa de amigos, etc. Prometo um post dando o feedback do Nokia/Ovi Maps.
Já que estou fazendo listas, segue também os três possíveis pontos altos da viagem, segundo minhas expectativas:
- Bonito/MS – Gosto de ecoturismo, mergulhar pelas cavernas deste lugar parece ser bacana.
- Brasília/DF – Além de rever alguns amigos, vou ter oportunidade de conhecer a cidade que só conheço olhando do céu, nas diversas escalas que fiz por lá. Meu fascínio por Brasília começou quando li o livro Porque Construí Brasília, do JK.
- Uberaba/MG – Já em solo mineiro, vou encontrar com um grupo de amigos motociclistas de Pará de Minas/MG que vão me escoltar até a casa de meus pais.
Como na última viagem que fizemos pelo litoral do Brasil, vamos relatar a viagem no blog RockPesado (Pé na Bunda, Pé na Estrada).
E para finalizar, fica uma sugestão de música que é a cara desta viagem: Caminhos me Levem do Almir Sater.
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Resolvendo o problema do ć corretamente
Uma nova instalação de uma distro Linux em inglês e o velho problema do “cê acentuado” no lugar do “cê cedilha” (ou “cê cedilhado”, como preferir). Já vi diversas soluções paliativas para este problema:
- Adicionar o “Character Pallete” no painel do Gnome e clicar no ç sempre quando quiser inserir o mesmo.
- Copiar e colar o ç de algum texto qualquer.
- Instalar um corretor ortográfico e usá-lo sempre que digitar uma palavra com ç.
- Alterar configurações dos módulos Input Method do GTK (gtk.immodules).
As três primeiras “técnicas” dispensam comentários. A quarta é um hack que resolve o problema apenas para aplicações que usam GTK, como o Gnome. O sujeito acaba recorrendo às soluções toscas apresentadas (ou alguma variação ainda mais criativa) quando for usar programas feitos em Qt, como por exemplo o Skype.
O famigerado ć é o preço de se instalar uma distro em inglês com um teclado intl. É como dizer ao instalador do sistema que você quer seu desktop todo em inglês mas vai escrever em português, algo no mínimo incomum. A solução é dizer que ao ambiente em qual idioma você quer escrever.
No Ubuntu, instale o pacote de suporte a escrita em português:
sudo apt-get install language-support-writing-pt
Edite o arquivo de definições do ambiente:
sudo vim /etc/environment
Adicione a linha abaixo:
LC_CTYPE="pt_BR.UTF-8"
Feche o X e logue novamente. Caso não funcione, ultilize o comando locale para certificar-se que a variável LC_CTYPE foi alterada. É bem provável que esta dica possa ser adaptada para qualquer outra distro que apresente o mesmo problema.
[Atualização 18/11/09]: Vejo que o hack mais popular, pelos comentários e pelo feedback de colegas de trabalho é o “Alt + ,“. Considero melhor que todos os outros que citei, mas ainda fico com a solução definitiva/correta.
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